Setor Industrial em manutenção

 

Produzido originalmente para o jornal Tribuna de Minas

 

O Brasil apresentou queda de 0,7% no setor industrial no índice acumulado para janeiro-abril deste ano e o aumento do desemprego está se elevando no ramo, mantendo a instabilidade e desconfiança para o setor em meio a crise que nosso país vem enfrentando. O que efetivamente está havendo?

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que houve um avanço de 0,6% na produção industrial em abril, se comparado a março. O acréscimo da atividade industrial nesse período só foi possível devido aos bons resultados dos setores farmacêuticos, de veículos automotores, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que obtiveram crescimento na ordem de 19%, 8%, 3,4% e 4,9%, respectivamente, ainda que essas atividades tenham apresentado quedas de 23,4%, 6,9%, 3,4% e 3,3% no mês de março. A indústria extrativa foi apontada como o ramo que mais reduziu a produção mensal, com queda de 1,4%.

 

Além da baixa na produção industrial, é importante atentar para o aumento do desemprego na indústria, com demissão de 3 mil funcionários e fechamento de 92,5 mil vagas, o que resultou em um saldo negativo de 4,07%, se comparado com maio de 2016. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), com o fim do período da safra agrícola, houve uma diminuição no ritmo das contratações no setor de açúcar e álcool, que estavam aquecidas no mês de abtil, sendo este fator determinante para o resultado.

 

Em meio ao fraco desempenho industrial e às crises que enfrentamos atualmente, os números e os índices relatam a verdadeira face de nossa economia atual. Porém, a confiança da indústria segue avançando junto com a confiança do consumidor, motivados pelo recuo da inflação e dos juros, o que possibilita uma expectativa otimista mais adiante.

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