Ciente da importância da inovação no mundo atual, principalmente para o desenvolvimento socioeconômico, professores e alunos do projeto de extensão da Faculdade de Economia na Universidade Federal de Juiz de Fora, Conjuntura e Mercados Consultoria (CMC), desenvolveram em junho deste ano o Indicador de Capacidade de Inovação, INOVA. Este, por sua vez, vem com o intuito de mensurar a capacidade de inovação e o esforço que está sendo realizado neste processo por parte dos municípios, a princípio do estado de Minas Gerais. O indicador final é formado pela combinação de cinco subindicadores que representam as bolsas de produtividade, a quantidade de docentes, de discentes e de trabalhadores na área de tecnologia, e, por fim, o número de patentes registradas. A relação entre as variáveis e os subindicadores é apresentada na Tabela 1.

 

Tabela 1: Variáveis INOVA

Fonte: Elaboração própria CMC.

 

   Com base no INOVA, constatou-se que há uma forte concentração da capacidade inovadora do estado na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no Sul/Sudoeste de Minas. Percebeu-se ainda que algumas economias destacam-se quando o assunto é a produção de tecnologia e conhecimento, sendo possível notar, após a ponderação dos dados por 100 mil habitantes, que as cidades universitárias apresentam maior capacidade de inovação diante as maiores regiões no estado, com destaque para Viçosa, Ouro Preto e Lavras. Tais resultados e a distribuição dos subindicadores e do indicador final, o INOVA, em Minas Gerais, podem ser visualizados na Figura 1.

 

Figura 1: Resultados e Distribuição – INOVA e Subindicadores

 

Figura 1.1: INOVA                                               Figura 1.2: Subindicador Bolsas

 

 

 

Figura 1.3: Subindicador Docentes                Figura 1.4: Subindicador Discentes

 

 

 

Figura 1.5: Subindicador Patente                Figura 1.6: Subindicador Tecnologia

 

Fonte: Elaboração própria CMC.

 

   Alguns dos resultados específicos do INOVA podem ser observados nos tópicos abaixo.

 

1)   Viçosa: apresenta destaque na área das ciências agrárias, a importância do município se estende também à quantidade de patentes registradas;

2)   Ouro Preto: apresenta destaque na área das engenharias e, de forma secundária, na área das ciências biológicas, cabe destacar ainda a boa posição do município no que cerne a quantidade de docentes e discentes no estado;

3)   Lavras: apresenta destaque na área das ciências agrárias, com destaque para as bolsas de produtividade oferecidas;

4)   Belo Horizonte: não apresenta concentração em nenhuma das grandes áreas analisadas, no entanto se encontra bem posicionado no que tange à quantidade de patentes registradas e na quantidade de profissionais na área de tecnologia; e

5)   Santa Rita do Sapucaí: não apresenta destaque em nenhuma das grandes áreas analisadas, no entanto apresenta a melhor classificação no que se refere à quantidade de profissionais na área de tecnologia, com enfoque naqueles formados em informática.

 

   Cabe destacar que uma vez realizada a inovação é necessário que haja um processo de difusão da mesma, de forma que esta possa promover o desenvolvimento da região em que ocorre o processo inovador e nas demais conexas a ela. Na etapa de difusão da inovação é essencial a ampla participação de agentes públicos e privados, principalmente, no que cerne à criação de estímulos para que os produtos gerados, dentre os quais o principal é o capital humano, possam ser incluídos numa cadeia produtiva visando maximizar as externalidades geradas pelo investimento em inovação.

 

   O estudo aqui apresentado é desenvolvido, por enquanto, apenas para o estado de Minas Gerais, mas em breve a análise será estendida para todo o território nacional, possibilitando assim uma melhor caracterização da capacidade inovadora e a sua distribuição no Brasil.

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Posts Recentes

November 12, 2019

Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags
Please reload

Siga no Facebook
  • Facebook CMC