Um ponto bastante discutido em economia é o poder de compra de uma população, e é extremamente comum comparar os países nesse aspecto. Existem variadas formas de comparações, como o PIB per capita e a taxa câmbio, porém cada um desses modos tem seus problemas, o que dificulta na hora de assemelhar os países. Com isso a famosa revista britânica The Economist criou o índice Big Mac, com o intuito de melhorar as comparações entre os países. E segundo a versão ajustada do índice, o Real, moeda brasileira, é a mais cara do mundo, apresentando 60% de supervalorização em relação ao dólar americano.

 

O que é o Índice Big Mac e sua versão ajustada, e como se apresenta no resto do mundo

  •      O Índice Big Mac é um índice que mede o grau de valorização de uma moeda em relação ao dólar americano, a versão bruta leva em consideração a paridade do poder de compra de cada país, ou seja a base do índice é qual a quantidade de dólares necessária para comprar um Big Mac em certo local do mundo. E como a forma de produção e os ingredientes do Big Mac são extremamente parecidos ao redor do planeta, tende-se a diminuir os custos adicionais, e com isso melhorar a comparação.

  •     Pelo dado bruto, o Big Mac brasileiro se apresenta como o sexto mais caro do mundo, com uma sub valorização de -3,2% e um custo de $5,11 dólares, já o mais caro é o suíço apresentando 28,1% de sobrevalorização e custando $6,76 dólares. Para efeito de comparação o preço do hambúrguer em território norte americano é de $5,28 dólares. De 2011 a 2016 o índice brasileiro apresentou um movimento de queda, saindo de 51,6% de sobrevalorização para uma subvalorização de -32%. Nos últimos 2 anos no entanto, a taxa se estabilizou próxima de 0%.

  •     Existe também a versão ajustada do índice, que além da paridade do poder de compra, leva em consideração também o PIB per Capita do país, ou seja a base da comparação passa a ser a seguinte: se o PIB per capita dos países fossem iguais, qual seria o custo do Big Mac nesse país em dólar americano?

  •    Como dito acima no índice ajustado o Brasil se apresenta como o primeiro no mundo, com um sobrevalorização de 60%, e em segundo estão Chile e Colômbia com 26%, demonstrando assim a grande diferença da moeda brasileira para as demais. Historicamente o Bic Mac ajustado brasileiro sempre se apresentou valorizado em relação ao americano, em julho de 2011 apresentava uma valorização de 148,5%. Como no Bruto, o índice apresentou queda até janeiro de 2016, quando chegou a 7,4%, logo após voltou a crescer chegando aos 60% atuais.

 

O que isso tudo significa

 

     O índice apresenta que levando em consideração apenas a paridade do poder de compra entre Brasil e EUA, a cesta brasileira é 3,2% mais barata que a americana, entretanto, equiparando o PIB per capita dos países o sanduíche brasileiro se mostra 60% mais caro, ou seja, o brasileiro necessita gastar 60% a mais que o americano para ter um bem, levando em consideração a base do índice. Esse resultado é extremamente importante já que ele demonstra que o grande diferencial do EUA para o Brasil atualmente está na produtividade de cada país pois, se com a suposição de mesma renda média o brasileiro é 60% mais caro a despeito de serem iguais em ambos os países, então a diferença está na capacidade produtiva de cada nação. O índice Big Mac é um importante artifício para se comparar o poder de compra de cada população, entretanto é importante ressaltar que a cesta em que o índice se baseia é muito simplória, contando apenas com um sanduíche, se a cesta fosse um pouco mais complexa o resultado poderia ter valores diferentes dos apresentados.

 

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