O rumo da construção civil em 2018

 

     Apresentando retração desde 2013, a construção civil foi um dos setores mais atingidos pela recessão. Segundo o balanço da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), tal tendência continuou em 2017, quando houve uma queda de 6%. Essa redução pode ter resultado em um impacto negativo de 0,5% na economia do país, já que o setor representa cerca de 10% do PIB brasileiro. Ademais, de acordo com dados do Caged, também ocorreram fechamento de mais de 100 mil postos de trabalho no setor.
     Apesar de 2017 ter fechado com redução do nível de atividade e do emprego, os números apresentados foram os mais positivos dos últimos anos. O nível de atividade ficou em 44,9 pontos e o nível do número de empregados foi de 43 pontos em dezembro de 2017. No mesmo mês de 2016, o primeiro ficou num nível de 37,9 pontos e o segundo de 36 pontos, conforme informado pela Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Estes indicadores de pesquisa variam de zero a cem pontos e quando estão abaixo de 50, mostram queda em relação ao mês anterior.
     Além disso, a queda na taxa de juros e o maior acesso ao crédito acarretaram em sinais de recuperação da economia e do mercado de trabalho. Assim, o mercado imobiliário e o Índice da Confiança da Construção (ICST) tiveram a maior alta desde janeiro de 2015, alcançando 82,6 pontos em janeiro de 2018. Junto a isso, os indicadores de expectativa, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), cresceram pelo segundo mês consecutivo em janeiro de 2018 e estão acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa o pessimismo do otimismo, o que demonstra aumento esperado no nível de atividade.
     Conforme dados apresentados pelo Sebrae a respeito das perspectivas do ano, prevê-se um aumento de 2,6% do PIB da Construção Civil em 2018, uma vez que tal setor é bastante relacionado com o rumo da economia e da política brasileira. Diante dos cenários possíveis, um panorama otimista indica que o setor poderia crescer 3,3%, enquanto que uma situação pessimista indica uma queda de 0,5%.
     Em relação às tendências do mercado de trabalho para os próximos anos, estima-se que haja aumento da participação de mulheres empregadas no setor e maior capacitação dos trabalhadores no ramo. Além disso, preveem-se aumento de políticas sustentáveis, tecnologias inovadoras e uma administração voltada ao just in time, levando à construções mais ecológicas, eficientes e de menor estoque produtivo.

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November 12, 2019

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