Produzido originalmente para o jornal Tribuna de Minas

 

     Segundo o último Balanço Energético do Estado de Minas Gerais, no ano de 2015, mais de 52% da demanda energética estadual referia-se a fontes renováveis de energia, distribuídas entre solar, eólica, biomassa, biocombustíveis e hidráulica, entre as quais a energia solar e a eólica são as que mais têm se desenvolvido nos últimos anos, colocando o estado em destaque no cenário nacional.
     Contudo, não há grandes instalações de energia solar e eólica no território mineiro. Segundo registros do Plano de Energia e Mudanças Climáticas de Minas Gerais (PEMC), há apenas duas instalações de geração de energia a partir  os
ventos: um parque eólico no município de Gouveia, pertencente à CEMIG, e a usina Clóvis Ferreira, situada no município de Iturama. No que se refere à geração de energia a partir da radiação solar, o estado de Minas Gerais encontra-se em situação bem mais avançada e, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), é o estado com mais unidades de micro e minigeração, com 5.104 instalações, sendo a maior parte residencial. Cabe ainda destacar que o estado conta, atualmente, com a maior usina de energia solar da América Latina, situada no município de Pirapora.
     O maior desenvolvimento em energia solar deve-se muito ao incentivo governamental recebido pelo setor energético, uma vez que Minas Gerais foi pioneira em fornecer isenção de ICMS para microgeração, de até 75 kW (Quilowatts), e para minigeração, de 75 kM até 1 MW (Megawatts). No entanto, tanto para a energia solar quanto para a eólica, pouco da capacidade do estado é aproveitada, dado o grande potencial que Minas possui, principalmente no Norte e Noroeste do estado, além do Triângulo Mineiro.
     Apesar da posição de destaque do estado quanto à geração de energia eólica e solar, não se pode esquecer das barreiras e restrições existentes para o desenvolvimento desse setor. A instalação de usinas solar e eólica exigem, por
exemplo, uma rede de distribuição de energia próxima à unidade geradora, condições favoráveis de relevo e um grande volume de capital para realizar o investimento inicial. Ademais, destacam-se os impactos socioambientais que podem ser causados, tais como supressão da vegetação, ameaça e perturbação da fauna e, no caso de usinas termossolares, uso excessivo dos recursos hídricos.
     De toda maneira, o governo de Minas deve continuar incentivando o uso de energia renovável, em especial solar e eólica visto o potencial do estado. Promover condições para que os investimentos nessa área se tornem mais competitivos e mais acessíveis ao público em geral, com redução das barreiras fiscais e tarifárias do setor de energia e promoção de incentivos fiscais para aqueles que decidirem empreender no estado é o que se espera de uma Minas Renovável.

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