Comércio varejista: o que a Páscoa nos indica para 2018?

 

 Foto: https://glo.bo/2vRhS9E

 

     Os comerciantes e empresários nos períodos de vendas para datas comemorativas tendem a formar expectativas sobre como se darão os seus resultados, propensos a esperarem um nível de vendas conforme o comportamento econômico vigente. As expectativas formadas também influenciam, dentre outros fatores, no planejamento do estoque para as vendas e na contratação de funcionários.

     O ano de 2018 aponta para a recuperação da atividade econômica e, portanto, os comerciantes esperaram melhores resultados na Páscoa deste ano do que nos anos anteriores. Conforme uma pesquisa da Fecomércio MG, 76% dos empresários entrevistados esperavam resultados iguais (29,5%) ou positivos (46,3%) em relação ao ano passado, sendo que dentre aqueles que esperavam resultados melhores, a maioria (38,6%) tinham a melhora do cenário econômico como motivo para uma elevação no nível de vendas. No ano de 2017, segundo uma pesquisa conjunta do SPC Brasil e da CNDL, as vendas no período tiveram alta de 0,97%, indicando a inversão da tendência de queda que permeou 2015 (-4,93%) e 2016 (-16,81%). E, diante das expectativas, um levantamento feito pela Boa Vista SCPC indicou um crescimento nas vendas de 3,2% em relação a 2017, melhor resultado desde 2014 (2,55%) que, porém, ainda não corresponde àquele apresentado antes da crise.

     Sendo o primeiro teste de vendas do ano, o resultado positivo da Páscoa já reflete a melhora do cenário econômico de 2018, trazendo consigo expectativas positivas para os setores ligados ao comércio e norteando o posicionamento dos varejistas frente às próximas datas comemorativas, como o Dia das Mães. Data esta que, diferentemente da menor parcela do comércio atingida pela Páscoa, afeta vários setores como vestuário, calçados, cosméticos, celulares, jóias, móveis e eletrodomésticos, e é a maior época de vendas varejistas no Brasil, excetuando-se o Natal. Diante disso, de acordo com dados coletados pelo Google Consumer Survey, 46% das pessoas que não compraram presentes em 2017 pretendem comprar este ano e, de acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), estima-se um aumento nas vendas entre 3% e 5% em relação ao Dia das Mães de 2017.

    Tratando do comércio varejista no geral, de acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em fevereiro ocorreu o décimo mês consecutivo de alta nas vendas ao registrar crescimento de 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e aumento de 2,8% em 12 meses, demonstrando uma leve recuperação. Ainda assim, os resultados ficaram aquém do esperado, já que, mesmo tendo havido um aumento geral, ocorreu uma queda de 0,2% em relação a janeiro de 2018, frente ao crescimento esperado de 0,8%. Em contrapartida, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Comércio teve seu sétimo avanço consecutivo, com saldo positivo de 1,3% em março, demonstrando que apesar dos atuais empecilhos, o comércio não vê com desânimo a perspectiva para 2018.

 

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