Natal 2018, expectativas correspondidas?

 

     Ações como: ampliação de estoque, contratação de trabalhadores temporários e aumento da carga horária de trabalho, são apenas algumas medidas entre muitas tomadas pelo comércio varejista para suprir a demanda do consumidor no período de procura de diversos produtos para presentear amigos e parentes no natal. Dado todo o apelo comercial da data, principalmente para o comércio varejista, é de se esperar que esse período alavanque o faturamento no final do ano.

     No entanto, apesar da forte expectativa que ronda a data, esse apelo por si só não pôde conter algumas dúvidas que pairavam sobre como seriam as vendas em 2018. É importante destacar que, apesar dos resultados positivos obtidos em 2017, era de se esperar que certa incerteza quanto ao nível de vendas ainda se faria presente em 2018, visto que durante três anos consecutivos (2014, 2015 e 2016) as vendas no natal sofreram retrações seguidas. Conforme o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio, os três anos que marcaram o ponto alto da crise econômica brasileira registraram uma queda 11,7% no período da semana do natal, data em que se espera um grande aumento na procura. Apenas em 2017 foi possível observar o início da recuperação nas vendas comércio varejista, retomada que registrou um aumento de 5,6%, ou seja, apesar da recuperação, o patamar em 2017 ainda estava bem abaixo dos três anos anteriores, recaindo a expectativa de recuperação para 2018.

     No geral, confirmando as boas previsões dos comerciantes, a data comemorativa conseguiu movimentar a economia. A Federação de Comércio de São Paulo (Fecomércio SP) estimou um crescimento de R$ 1,7 bilhão, em relação à 2017, na semana que antecede a data. Já as vendas de Natal em shoppings, por exemplo, cresceram 5,5% em relação ao ano de 2017 e, no acumulado do ano, obtendo um montante de 156,3 bilhões de reais com as vendas dos segmentos de calçados, perfumes, cosméticos e brinquedos, segundo a as estimativas da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop).

     Portanto, com o início de um novo ciclo que se desenha em 2019, a expectativa para o ano é de que o saldo de novas lojas abertas mais que dobre em relação ao resultado de 2018, sendo que, nos cálculos da Confederação Nacional do Comércio (CNC), entre aberturas e fechamentos, até 15 mil novos pontos de venda devem entrar em operação em 2019.

 

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November 12, 2019

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