Houve turbulência para os resultados do setor aéreo em 2018?

 

    Não por acaso, independente do país, o setor aéreo costuma ser extremamente estratégico. Segundo levantamento divulgado no final de 2016 pela Associação Brasileira de Empresas Aéreas (ABEAR), contabilizando tanto os efeitos diretos quanto os indiretos, o setor tinha, na época, representatividade de 3,1% no total do PIB brasileiro, ficando próximo à média mundial de 3,5% do PIB. O setor de aviação, gerou, em 2016, R$ 25,5 bilhões em impostos, 6,5 milhões de empregos e R$ 59,2 bilhões em salários.

     O transporte comercial aéreo brasileiro não só terminou o ano de 2018 com saldos gerais positivos, como também já iniciou 2019 com boas perspectivas, apesar dos dilemas que o setor vem passando com o consumidor, como o caso da autorização da tarifa no despacho de bagagem. Os dados da Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC) e da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) evidenciam os resultados positivos para as grandes empresas do setor.

     Em 2018, o setor apresentou um aumento de 4,1% em relação ao saldo de 2017 no número de passageiros transportados, o que representa cerca de 103 milhões de passageiros. O ano de 2019 continuou apresentando perspectivas positivas. Em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2018, houve aumento de passageiros de 6,6% e 8,8% para voos domésticos e internacionais, respectivamente. A oferta de assentos pela empresa também acompanhou os registros de crescimentos e, na mesma comparação, a ANAC apontou aumentos de 3,9% e 13,3% na oferta de assentos para voos domésticos e internacionais, respectivamente.

     Entretanto, apesar do cenário otimista e dos bons resultados, é preciso se atentar também à volatilidade de uma variável que tem grande impacto sobre o setor: o querosene para aviação (QAv). O combustível corresponde com cerca de 30% do custo operacional das companhias aéreas. No último ano, o preço do querosene para aviação chegou em seu valor mais alto, batendo R$3,30 o litro, com alta acumulada de 82% nos dois anos anteriores, acendendo o alerta para os preços das passagens.

 

 

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