A Selic caiu, como isso impacta meus investimentos?

 

Produzido originalmente para o jornal Tribuna de Minas.

      Mesmo para aqueles que não são muito antenados à economia, é bem comum ouvir falar sobre as oscilações da taxa básica de juros brasileira: a Selic. Desde agosto de 2016, período em que ela estava em 14,25% ao ano, a taxa veio sendo reduzida gradativamente, até chegar ao atual patamar de 5,5% ao ano, com expectativa de terminar o ano em 4,75%.

    Essa diminuição é muito positiva para a economia, pois incentiva o consumo e também novos investimentos. Esse cenário ajuda na retomada dos investimentos e na redução do desemprego. Porém, é necessário se atentar, pois algumas aplicações financeiras têm seu rendimento reduzido junto com a queda da taxa de juros. É importante que o investidor reavalie as suas aplicações, pois o rendimento que ele recebia há 4 anos pode ser muito menor hoje. A poupança, por exemplo, já chegou a render 8,34% em 2016, mas, com a atual taxa de juros, deve chegar a 3,85% anualizados, e, considerando a expectativa para o final do ano, a 3,25%.

      Os fundos de investimento atrelados ao DI são também altamente penalizados pela redução da Selic, principalmente os de grandes bancos, que já possuem um histórico de cobrar altas taxas de administração. Por exemplo, o fundo BB Renda Fixa Curto Prazo Supremo Setor Público FIC FI, gerido pelo Banco do Brasil e com R$ 50 bilhões sob sua gestão, cobra uma taxa de administração de 3% a.a. Com cerca de 166 mil cotistas, considerando a atual taxa de juros, o fundo deve render 2,40% a.a., pior do que a rentabilidade da poupança.

    Com isso, faz-se muito necessário que as pessoas busquem novas opções de investimentos para suas reservas, ou mesmo reavaliem as que já possuem. Investindo por meio do Tesouro Selic, o qual rende atualmente 5,40% ao ano, o título pode ser resgatado a qualquer momento e pode ser acessado até mesmo pelos próprios bancos. Ou seja, o investidor nem mesmo precisa sair de seu banco para acessar uma opção mais rentável do que as citadas acima, que já se tornaram defasadas no cenário de hoje.

    Outro meio de investir são os fundos atrelados ao DI, que são distribuídos por corretoras e bancos de investimento. Assim, é possível encontrar fundos que hoje possuem retorno anualizado acima da taxa básica de juros (5,50% a.a.), porém é necessário se atentar à qualidade da gestão desses fundos e a demais fatores, como a taxa de administração.

    O ideal é sempre procurar profissionais especializados em investimentos e estar atualizado aos fatores que podem impactar os riscos e rentabilidades de seu patrimônio. Sair um pouco da zona de conforto e acompanhar mais de perto as aplicações pode ser o diferencial entre terminar um ano com lucros ao invés de amargar prejuízos inesperados.

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