Apesar da desaceleração do crescimento de negativados no país, contas básicas e dívidas bancárias ainda geram preocupação entre os consumidores

October 26, 2019

     Após atingir níveis recordes no país, a inadimplência de pessoas físicas começa a passar por um período de desaceleração. Em janeiro deste ano, em comparação ao mesmo mês de 2018, o número de consumidores negativados ainda teve um aumento de 2,42%. Todavia, vale ressaltar que a variação ficou abaixo da registrada em dezembro de 2018, quando se verificou o crescimento de 4,41%. No decorrer do primeiro semestre de 2019 pode-se observar que o crescimento do número de negativados desacelerou em várias regiões do país: No Nordeste, onde se observou o avanço de apenas 0,97%, no Sudeste (3,90%) e no Sul (1,76%). Na região Centro-Oeste esse número chegou a cair 0,21% e no Norte o crescimento registrado foi de 1,69%.

    Segundo dados do SPC Brasil, o crescimento mais significativo da inadimplência ocorreu no auge da crise econômica em março de 2017, seguindo de um período de acomodação. Hoje, no país como um todo, o número de dívidas recuou 0,29%. Ademais, houve crescimento do número de devedores, ou seja, a queda na quantidade de dívidas indica que consumidores que possuíam mais de uma dívida quitaram alguma delas, mas ainda permaneceram no cadastro de devedores. Sendo assim, o que de fato caiu foi o número médio de dívidas e não de devedores.

     Em relação às dívidas por faixa etária, o destaque é da população com idade entre 30 e 39 anos. Nessa faixa, mais da metade (51,1%) possui restrição no nome, aproximadamente 17,61 milhões de pessoas. Além disso, uma porcentagem significativa das pessoas com idade entre 25 e 29 anos também está negativada (cerca de 43,7%). Entre os mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, a proporção cai para 16,8%. Na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, o registro é de 32,8%.

     A abertura do número de dívidas por setor credor revela que o número de dívidas avançou nos setores de Água e Luz (14,39%) e Bancos (2,42%). No comércio, a queda foi de 7,03% enquanto no setor de comunicações a queda foi de 7,84%. Em termos de participação, a maior parte das pendências (52,16%) se deve aos Bancos. Em seguida, o comércio (17,24%), o setor de comunicações (13,22%) e de Água e Luz (8,98%).

 

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