América Latina e as altas incertezas


A América Latina certamente já presenciou dias politicamente e economicamente mais estáveis e prósperos. Desde os problemas econômicos da Argentina e os protestos na recente crise chilena, passando também pela instabilidade política da Bolívia e as expectativas sobre a economia brasileira (juntamente com seus casos políticos), o continente parece passar por um período de baixas expectativas.

Segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), a previsão do crescimento econômico, divulgado em novembro, para a América Latina deve ficar em torno de 0,1%, crescimento que foi revisado para baixo a partir do estimado em julho (0,5%). Ainda segundo a comissão, o Brasil cresceria apenas 0,8% em 2019, enquanto que a Argentina, o Chile e a Bolívia apresentariam resultados de -3%, 1,8% e 3,5%, respectivamente. No entanto, apesar das porcentagens positivas, o órgão ressalta que 17 países (em um grupo de 20 da américa latina) já apresentam uma redução de ritmo em suas economias.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) também divulga um índice trimestral para seguir o comportamento e as expectativas da economia latino-americana. O Indicador de Clima Econômico (ICE – IFO/FGV) piorou em outubro, seguindo o comportamento de queda registrado nos dois trimestres anteriores em 2019. Com isso, o indicador bateu a marca dos -28,2 pontos, uma redução de 1,8 ponto em comparação com o registrado em julho.

O continente também continua tendo um clima menos conveniente do que o mundial. Ainda segundo os dados publicados pelo ICE, em outubro, a economia da região seguiu o comportamento que perpetua desde 2013 em não ultrapassar o ICE mundial. Porém, vale ressaltar que a queda do ICE mundial em outubro foi mais acentuada (-8,7 pontos).

Portanto, em um ambiente com economias que se baseiam na atividade exportadora para obter resultados relevantes de crescimento, juntamente com economia mundial em expectativa de desaceleração, não é surpresa que se projete um crescimento baixo, praticamente uma estagnação (segundo a CEPAL) para a América Latina em 2019.


#Setorial

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