SELIC a 4,25: e agora, quem poderá defender nossos investimentos?

 

Produzido originalmente para o jornal Tribuna de Minas.

As constantes reduções na taxa SELIC durante o ano de 2019 trouxeram para o investidor brasileiro cada vez mais preocupações quanto a seus rendimentos, principalmente na renda fixa. Com a taxa nos atuais 4,25 pontos, a poupança passou não só a apresentar um rendimento baixo, como apresentou um retorno mais baixo do que a inflação do ano passado. 2019 terminou com uma inflação de 4,31%, enquanto a poupança entregou um retorno de 2,97% ao ano. Em um contexto como este, o investidor que busca ver um retorno real de seus investimentos precisa mudar sua estratégia e se aventurar em, por menor que seja, uma exposição em renda variável.

 

A grande maioria dos investimentos em renda fixa são atrelados à SELIC, e esta taxa em um patamar tão baixo também indica que os investimentos chamados livres de risco apresentam um retorno baixo. Desta forma, os produtos financeiros dessa categoria deixam mais do que clara a relação entre risco e retorno, bem como a finalidade esperada do tipo de investimento: uma aplicação em renda fixa tende a ter como objetivo a segurança e a solidez do aporte, enquanto aplicações em renda variável tendem a trazer maiores retornos, de acordo com a exposição ao risco, ou volatilidade do ativo.

 

Isto quer dizer que o investidor conservador não consegue mais obter retorno em seus investimentos? De forma alguma. É válido lembrar que existem produtos de renda variável com características mais conservadoras do que se entende por ‘renda variável’. Os Fundos de Investimento Multimercado, por exemplo, são uma boa saída para o investidor mais cauteloso, pois trazem não só uma gestão profissional ao investimento, como também podem abranger diversas estratégias de investimento de acordo com o perfil do indivíduo. Esse produto financeiro pode combinar a exposição em renda variável com alguma alocação em renda fixa para que, mantendo o capital protegido, exista ainda valorização através da renda variável, mesmo que em pequena quantidade. 

 

É importante ressaltar que, apesar do cenário menos atrativo para a renda fixa, sempre há caminhos que otimizam melhor a relação de risco e retorno. Não é por causa da baixa na taxa Selic nos últimos anos que o investimento não deve ser incentivado em detrimento do consumo. Em momentos como esse, é necessário que a população se conscientize e estude, para que possa tomar decisões mais assertivas. A procura por ajuda especializada também deve ser incentivada nesse momento, pois direciona o dinheiro para uma gama de produtos que combinam a rentabilidade com o nível de risco adequado a cada perfil. O importante agora, mais do que nunca, é não deixar os ovos em uma única cesta.

 

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