Os bilhões gastos com a pandemia

O auxílio emergencial fornecido pelo Governo Federal por intermédio da Caixa Econômica Federal já beneficiou cerca de 13,6 milhões de famílias e superou a marca de R$ 15,2 bilhões injetados na economia apenas no mês de maio, segundo dados do Ministério da Economia atualizados em 4 de junho. Com o intuito de reduzir os impactos econômicos acarretados pelo COVID-19, o também chamado coronavoucher positivado pela Lei n° 13.982 sancionada no último dia 2 de abril, foi projetado para ser pago durante 3 meses, começando em 9 de abril e previsto para encerrar em junho, perante um investimento de R$ 76,6 bilhões do Governo Federal.

 

Esses estímulos chegaram em um momento no qual as contas fiscais dos estados brasileiros se recuperavam a passos lentos. Tal cenário de expansão de gastos foi somente possível por conta do decreto de estado de calamidade pública, no qual os entes ficam dispensados de cumprir metas fiscais e têm suspensão para a contagem de prazos relativos a outras regras, como gasto com pessoal e endividamento, por exemplo. Isso fez com que as previsões para o déficit primário do governo central saltassem de R$ 85 bilhões para R$ 529 bilhões para o ano de 2020. Segundo dados do Tesouro Nacional Transparente, em 10 de junho, o governo já investiu aproximadamente 33,57% do valor previsto para o combate à pandemia, o que corresponde a R$135,7 bilhões de um total de R$ 404,2 bilhões.

 

Junto ao governo federal, o Banco do Brasil (BB) liberou quase R$137 bilhões em maio, sendo R$ 80 bilhões destinado a empresas, R$ 33,8 bilhões para pessoas físicas e R$ 23 bilhões para auxiliar o agronegócio, em que este é um dos poucos setores do país que têm atuado em relativo equilíbrio, segundo Rubem Novaes, presidente do BB. Estes valores, desembolsados pelo BB são referentes a R$ 26,3 bilhões em prorrogações de contratos vigentes e mais R$7,5 bilhões em crédito novo, para o caso de pessoas físicas e de R$ 41,1 bilhões em prorrogações e R$ 37,9 bilhões em novos contratos, com relação às pessoas jurídicas, somando os R$ 80 bilhões para as empresas. 

 

As medidas do auxílio emergencial e do BB, tanto para as pessoas físicas como para as jurídicas (empresas), visam diminuir os impactos negativos vistos na economia em razão da pandemia. Com o passar dessa crise sanitária, acredita-se na melhora do cenário econômico brasileiro, seguindo as tendências dos países que já se encontram na fase pós pico da curva de contágio e mortes pela COVID-19 e que começaram a abrir seus comércios, fazendo com que a economia volte a “girar” como antes. 


 

 

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