Mais uma novidade para o sistema monetário

 

Com o objetivo de estimular a atividade econômica, o Banco Central (BC) decidiu adiantar para o próximo dia 5 de outubro o novo sistema de transferência eletrônica de moeda, o PIX. Esse sistema não só auxiliará o cidadão comum que necessita fazer transferências entre contas envolvendo diferentes instituições financeiras como também tornará mais prático o dia a dia dos novos microempreendedores e até mesmo das pessoas que trabalham na informalidade. Com este novo sistema, pequenos varejistas, prestadores de serviços e pessoas físicas poderão gerar QR Codes contendo os preços de cada produto ou serviço prestado, enquanto seus compradores serão capazes de transferir o valor de compra correspondente por meio de seus smartphones, a qualquer horário e dia do ano.

 

O sistema de QR Code já existe em algumas fintechs, porém, é necessário ser cliente de uma plataforma de pagamentos para garantir o acesso à funcionalidade. O PIX será implementado na maioria dos bancos, como também para todas as instituições que solicitarem o acesso a esse sistema, visando agregar a maior parte da população. Assim, essa facilidade de acesso diminuirá o uso dos meios de pagamentos tradicionais, tais como as famosas maquininhas, por exemplo.

 

Por se tratar de uma modalidade mais eficiente de transferência bancária, o PIX permitirá pagamentos por meio do débito em conta, o que ainda assim facilitará a vida de consumidores e vendedores ao reduzir a necessidade do uso de dinheiro físico para a realização de transações. Esse mesmo fenômeno já foi sentido durante a popularização dos cartões de crédito e débito ao longo das últimas décadas, o que consequentemente passou a minimizar problemas relacionados à falta de liquidez, como a não disponibilidade de troco. É também previsto que essa tecnologia leve a uma diminuição do uso dos cartões de débito, visto que o PIX tem um propósito semelhante, com a vantagem de permitir a realização de transações mesmo à distância.

 

Um dos problemas enfrentados na pandemia foi o entesouramento da moeda, que ocorre quando parte do dinheiro é retirado do mercado para ser guardado dentro de casa por motivos especulativos ou precaucionais. Esse efeito de cautela foi verificado durante o pagamento do auxílio emergencial, por conta do receio que parte da população teve de ficar sem acesso ao dinheiro prometido, o que acabou causando gigantescas filas na agências da Caixa Econômica Federal. Tal fato também mostrou que grande parte dessa população ainda se encontra desbancarizada, sem acesso a serviços financeiros, e com o PIX essas pessoas poderão pagar suas contas sem precisar perder tempo nas filas das agências. 

 

O PIX permitirá, portanto, o barateamento de serviços, desonerando não só o próprio empreendedor, como também o comprador, ao criar uma alternativa à burocracia e aos custos de manutenção das maquininhas e democratizando o acesso a serviços antes restritos apenas aos bancos, melhorando a eficiência na realização de transações para ambos os lados da economia - oferta e demanda.  

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